A inspiração para o CARONA surgiu, literalmente, na estrada. Uma viagem para Goiânia, com o objetivo de apresentar projetos em um evento, provou que não se faz cinema universitário sem CARONA. A nossa maior força é a nossa rede de apoio. Foi no aperto do banco de trás, discutindo sonhos e frustrações enquanto a paisagem passava pela janela, que entendemos a urgência de criar um ponto de encontro para quem também está fazendo a mesma viagem.
Assim, criamos o nosso manifesto:
O CINEMA QUE PEDE PASSAGEM
O Centro-Oeste é uma imensidão de asfalto, terra e longas distâncias. Historicamente, nossa produção audiovisual ficou restrita a ilhas, ofuscada pelos grandes centros.
No cinema universitário, a gente aprende cedo que ninguém atravessa essas distâncias sozinho.
Fazer um filme na faculdade é um ato de interdependência. É pedir equipamento emprestado, é rachar a marmita comprada com desconto, é conseguir aquele espaço no porta-malas para o Fresnel cuja luz está em meia vida. Fazer cinema é, antes de tudo, pedir e dar carona. É um pacto de solidariedade e uma batalha pela sobrevivência.
O Festival Carona nasce desse espírito. Nós não somos um destino final, somos o veículo. Estamos construindo uma rota que conecta os estudantes do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, criando um território comum para quem está começando a jornada.
Mais do que exibir filmes, queremos abrir a porta para quem vem de fora. Convidamos outras regiões a ocuparem o banco do carona, a olhar pela nossa janela e a criticar, debater e construir junto com os realizadores do Centro-Oeste. É através desse intercâmbio que a nossa identidade ganha tração.
O cinema universitário do Centro-Oeste engata a marcha e se joga na estrada. E tem espaço pra mais um.
Festival Carona.
Sobe aí.
